domingo, 2 de outubro de 2011

Após vaga em Londres, basquete feminino desafia jejum de 20 anos no Pan


Festa basquete 700 largLuis Acosta/AFP
Seleção comemora conquista da vaga, e espera fazer nova festa no fim de outubro, em Guaalajara

Após a conquista do título do Pré-Olímpico das Américas, e a consequente classificação para a Olimpíada de Londres-2012, a seleção brasileira feminina de basquete tem uma nova tarefa antes de encerrar o ano: acabar com o jejum de medalhas de ouro em Jogos Pan-Americanos, que já chega a 20 anos.


A última medalha de ouro do Brasil foi a histórica conquista em 1991, em Havana, após vitória sobre a anfitriã Cuba na decisão. A partida entrou para a história, inclusive pela festa no pódio e pelas brincadeiras do então líder cubano, Fidel Castro, que se recusou, em tom de brincadeira, a entregar às medalhas a Magic Paula e Hortência, as estrelas do time brasileiro.

O Brasil já tinha duas medalhas de ouro na coleção, em Winnipeg-1967 e Cali-1971, mas, de lá para cá, o basquete feminino disputou três edições do Pan – não houve competição em 1995, em Mar Del Plata – e teve como melhor desempenho a prata de 2007, no Rio. A derrota na final para os Estados Unidos marcou a despedida das quadras da ala Janeth, hoje membro da comissão técnica da seleção.


Em Santo Domingo-2003, o Brasil ficou com a medalha de bronze, e em Winnipeg-1999, terminou em quarto lugar. Para acabar com o jejum, o time pode contar com o reforço da ala Iziane, que disputa a final da WNBA, a liga profissional norte-americana, pelo Atlanta Dream.

O time enfrenta o Minnesota Lynx, em melhor de cinco jogos, com a última partida, se necessária, marcada para o dia 12, dois dias antes da cerimônia de abertura em Guadalajara. A pivô Erika, estrela do Brasil no Pré-Olímpico, também joga no Atlanta e volta aos Estados Unidos para a decisão, mas promete buscar a medalha de ouro no México.

- Quero ajudar ao máximo, mas sem esquecer que preciso retornar à seleção para disputar o Pan. Espero poder fechar esse ano com o anel na WNBA e depois o ouro no Pan.
A Rede Record transmitirá os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara com exclusividade para a televisão aberta, ao lado da Record News. O R7 terá transmissões ao vivo das competições e uma cobertura completa dos eventos.

A emissora também mostrará a Olimpíada de Londres-2012 com exclusividade na TV aberta brasileira, e também pela internet. A Record detém ainda os direitos de transmissão dos Jogos Pan-Americanos de Toronto-2015 e da Olimpíada do Rio de Janeiro-2016.

Arquibancadas retráteis são novidade de arena de lutas do Pan



Ginásio de judô terá arquibancadas móveis no Pan; confira

Com os operários correndo contra o tempo para terminar as obras, mas muito mais adiantada do que outras tantas vistas pela reportagem do Terra em Guadalajara, a arena que receberá as modalidades de judô, taekwondo e luta olímpica tem como principal novidade a utilização de arquibancadas retráteis.
Com cerca de 1,8 mil lugares, o ginásio possui uma estrutura semelhante ao que é visto em arenas universitárias dos Estados Unidos. As engrenagens empurram os bancos que estão mais abaixo para frente, aumentando a capacidade em mais 300 pessoas. Recurso semelhante já foi usado nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, porém na ocasião o que se tinha eram cadeiras removíveis.
No Code II, como é conhecida a arena, já é possível se ver uma grande estrutura de metal e madeira no centro do ginásio. A base será usada para colocar os tatames para as competições. Tanto o piso como os placares eletrônicos móveis ainda não foram instalados, porém não devem gerar muito trabalho para os operários.
Os pontos mais atrasados estão na parte operacional como: sala de imprensa, sala dos juízes e de estatísticas. O ginásio de aquecimento é outro ponto que ainda deixa a desejar. No local, que antes era usado para provas de tiro esportivo, é possível ver alguns funcionários cimentando parte do piso para colocar os tatames por cima. Nas paredes, que não estão pintadas, ainda estão marcados os números dos alvos.
A arena de lutas é um dos locais de onde o Brasil pretende sair com mais medalhas dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Com tradição nas modalidades, a equipe verde e amarela deve ter excelentes resultados, principalmente no judô, esporte em que é quase dominante no continente.
Pan 2011 no Terra
Terra transmitirá simultaneamente até 13 eventos, ao vivo e em HD, dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara via web, tablets e celular.
Com uma equipe com mais de 220 profissionais, a maior empresa de Internet da América Latina fará a mais completa cobertura da competição que será realizada de 14 a 30 de outubro, trazendo, direto do México, a preparação de atletas, detalhes da organização e toda a competição, com conteúdo em texto, fotos, vídeos, infográficos e muita interatividade.
Acesse também a cobertura em:
http://m.terra.com.br/guadalajara2011
http://tablet.terra.com.br
http://wap.terra.com.br/pan2011/

Em teste para o Pan, Allan do Carmo é 7º em Hong Kong


Allan terminou a prova em 1h58m20s33 e ficou em 7º em Hong Kong. Foto: Satiro Sodre / CBDA/Divulgação Allan terminou a prova em 1h58m20s33 e ficou em 7º em Hong Kong
Foto: Satiro Sodre / CBDA/Divulgação

Allan do Carmo ficou em sétimo na última etapa do Circuito da FINA de 10km de Maratonas Aquáticas com o tempo 1h58m20s33. A prova foi muito disputada e decidida nos centésimos, o alemão Thomas Lurz venceu (1h58m15s70), seguido pelo conterrâneo Christian Reichert (1h58m16s90) e pelo sul-africano Chad Ho (1h58m17s40).
Victor Simões também ficou no grupo dos 10 primeiros (1h58m48s33). Diogo Vilarinho foi o 15º (1h59m25s35) e Victor Colonese não terminou o percurso. Entre as mulheres, Betina Lorscheitter terminou na 10ª posição (2h15m27s35), com Caroline Ferreira logo atrás, em 11º (2h17m12s65).
A prova feminina foi vencida pela americana Emily Bruneman (2h10m59s95), com a veterana alemã Angela Maurer (2h11m02s) ficando com a prata e a também alemã Nadine Reichert (2h11m07s80) com o bronze.
Allan está na equipe de maratonas aquáticas para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara junto com Samuel de Bona, Poliana Okimoto e Ana Marcela Cunha. A prova em Hong Kong foi, para o atleta, um teste para o México. No Pan, a disputa de 10 km será em Puerto Vallarta, no dia 22 de outubro. 

MVP do Pré-Olímpico, Érika já pensa no Pan de Guadalajara


Brasil garantiu invicto o título do Pré-Olímpico e a vaga para Londres. Foto: Reuters Brasil garantiu invicto o título do Pré-Olímpico e a vaga para Londres

Enquanto Iziane recusou a convocação de Ênio Vecchi e preferiu priorizar o Atlanta Dream, Érika não apenas aceitou o chamado do treinador como também foi premiada como melhor jogadora do Pré-Olímpico de Neiva, na Colômbia. Logo após a vitória sobre a Argentina na final deste sábado, ela já falou sobre representar o País também nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, dentro de algumas semanas.
"Jogar pelo Brasil vale qualquer preço, e o mais importante é que consegui estar aqui e ajudar as minhas companheiras a garantir a vaga para Londres", afirmou ao SporTV Érika, que agora retorna ao Atlanta Dream para brigar pelo título da WNBA, a Liga Americana de Basquete, mas fica de olho no time nacional.
"Estou muito feliz de poder voltar aos Estados Unidos e quero ajudar ao máximo, mas sem esquecer que preciso retornar ao Brasil para disputar o Pan", declarou Érika. Ao recusar o chamado para defender o Brasil no Pré-Olímpico, Iziane prometeu participar do torneio no México, com início previsto para o dia 14 de outubro.
"Espero poder fechar esse ano com o anel na WNBA e voltar para o Pan. Mas vou estar sempre pensando em Londres, em momento nenhum posso esquecer que conseguimos essa vaga e agora temos que lutar para fazer bonito na Olimpíada", afirmou Érika.
A pivô se apresentou ao técnico Ênio Vecchi apenas um dia antes do início do Pré-Olímpico de Neiva. Logo após o título sobre a Argentina, Hortência, diretora de seleções femininas da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), falou em "trazer Érika para o Brasil".

Tênis de mesa terá Lígia Silva na equipe do Pan 2011

Lígia Silva foi confirmada pela Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) como integrante da equipe que vai disputar os Jogos Pan-Americanos 2011, em Guadalajara (MEX), a partir de 15 de outubro.

Mesmo sem ter vencido a seletiva nacional que aconteceu em janeiro, ela foi convidada pela entidade por ser a líder do ranking nacional e segunda colocada do Sul-Americano.

Atleta mais experiente e vitoriosa do país, a mesa-tenista foi a primeira mulher do país a disputar o torneio individual em uma Olimpíada, em Sydney 2000. Em Atenas 2004 repetiu o feito.

Nascida em Manaus e morando atualmente em Santos, Lígia começou a jogar aos 12 anos. Aos 18 anos foi titular da equipe brasileira que disputou o Pan de Winnipeg, em 1999, e ganhou a medalha de bronze – ao lado de Eugênia Ferreira e Lyanne Kosaka.

Priscila Oliveira quer garantir vaga de Yane Marques no pentatlo da Olimpíada

A pentatleta Priscila Oliveira disputa o primeiro Pan-Americano de sua carreira em Guadalajara, que começa em 15 de outubro. Seu objetivo é a medalha de ouro, mas principalmente o sucesso da equipe brasileira, mirando a Olimpíada de Londres, no ano que vem.
É que o evento mexicano é uma chance para conseguir uma vaga olímpica. São quatro em disputa, pelo regulamento de qualificação: estarão garantidas as medalhistas de ouro e prata e as melhores atletas sul-americana e Norceca (das Américas do Norte e Central). O detalhe é que as quatro devem ser de países diferentes.

Se Priscila for ao pódio, quem garante a vaga será a companheira Yane Marques, que vai para o México em busca do bicampeonato.

- Mesmo se eu for para o pódio, Yane estará lá também e a vaga será dela. Se ela conseguir, já estarei feliz por garantirmos uma representante em Londres.

Caso não consiga se classificar no México, Priscila terá outras duas oportunidades de conquistar uma vaga para Londres 2012. A primeira delas será no Mundial do ano que vem, em maio, na Itália, quando estarão em jogo três vagas. A segunda, mais aguardada, será pelo ranking mundial de junho, que levará 13.

Se a qualificação pelo ranqueamento fosse hoje, Yane e Priscila estariam classificadas, alcançando uma marca inédita para o Brasil, que teria duas pentatletas em uma Olimpíada, o máximo permitido por país.

Priscila faz parte da equipe que culminou com o melhor resultado do Pentatlo Moderno brasileiro em um Mundial Militar. Nos Jogos Rio 2011, conquistou quatro medalhas, dentre elas o ouro na disputa feminina por equipes, ao lado de Larissa Lellys e Yane Marques.

Lara e Nayara formam o dueto do nado sincronizado dentro e fora da piscina


Lara Teixiera, Nayara Figueira, nado sincronizadoSatiro Sodré/Agif
Lara Teixeira e Nayara Figueira formam o dueto que competirá pelo Brasil no nado sincronizado em Guadalajara
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Lara Teixeira e Nayara Figueira estão com 23 anos e se conhecem há dez, desde juvenis. Formam o dueto que representa o Brasil, na equipe de nado sincronizado, desde 2007, e estão treinando intensamente para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em outubro.

“Sequinhas”, como manda a modalidade, e muito fortes, como exigem as coreografias mais atuais, chegam à beira da piscina com corpo ereto, queixo altivo, sorriso estampado e um jogo de ombros – o único permitido na postura elegante. Nada de "reboladas".

A postura de total confiança faz parte do aspecto artístico que também será julgado pelos juízes na apresentação das meninas.

Por trás do sorriso
Atrás disso... Lara sofre com o ombro. Nayara, com a virilha, o joelho... São movimentos repetitivos e, mesmo dentro da água, as dores são constantes e a raiva às vezes ronda a disposição.

- Raiva, dor? Temos, sim! Sempre! Tudo isso e mais um pouco...

As duas riem enquanto quase emendam as frases. Acompanham o pensamento de uma e de outra como se também seguissem uma coreografia falada.

Muito simpáticas, confessam que ficaram um pouco abatidas com o Mundial de Desportos Aquáticos de Xangai, em julho.

Lara:

- Acho que nossa expectativa estava acima da realidade.

Nayara:

- Estávamos esperando passar por alguns países... e não passamos...

Quais?

- Estados Unidos, Inglaterra, Grécia. A gente já tinha passado por eles. Mas em Mundial antes de Olimpíada, elas estavam muito fortes.

"Up" canadense
Por isso, a vinda da canadense Leslie Sproule, que agora é consultora, para 15 dias de treinos ao lado da técnica Andrea Cury, no Clube Paineiras do Morumby, deu “um up” na definição de Nayara.

- É o método do Canadá, a didática, o reforço positivo. Ela diz que “está melhor, mas falta fazer isto”... É um treinamento diferente. Mas foi bom, para sabermos que podemos fazer mais.

Lara reforça que talvez as duas achassem que não podiam fazer melhor do que estavam fazendo, mas viram que é possível crescer.

- Também ajudou, sim, na parte emocional.

Atrás do melhor
As duas disseram que assistiram a vídeos, identificando os pontos melhores das adversárias.

Lara:

- Claro que pensamos em ouro.

Nayara:

- Mesmo porque tudo pode acontecer.

Lara:

- Mas temos os pés no chão com relação ao Canadá. Elas estão em um nível acima, desde 2008.

Nayara:

- Mas os Estados Unidos... Já passamos por elas em campeonatos. É possível, sim, ficar com a prata no Pan.

As duas concordam que as canadenses querem mais é que as brasileiras passem as norte-americanas. E ainda lembram que essas adversárias terão a pressão de defender a medalha de prata conquistada no pan do Rio de Janeiro-2007, o que pode pesar.

"Espelho" uma da outra
Sobre a parte artística, é preciso combinar cabelo e maquiagem (cada uma faz a sua, mas olhando uma à outra, para ficar o mais parecido possível) com maiô – no Mundial e no Pan são de estampa assinada pelo artista plástico Romero Brito (“...disseram que ele é até mais conhecido no México do que no Brasil!”)

Lara:

- A gente leva uma meia hora para cabelo e maquiagem (à prova d’água, claro). Faz o aquecimento na água e depois se arruma.

Nayara:

- Tem de ficar o mais alegre... É tudo muito plástico. E música que o público gosta, energia boa. A sintonia ajuda o atleta...

Nara:

- Temos sempre de mostrar confiança. É um teatro... E tudo para envolver o juiz!

As garotas do dueto viajam em 9 de outubro, para as competições do nado sincronizado (também fazem parte da apresentação da equipe) que serão de 18 a 21.




A Rede Record transmitirá os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara com exclusividade para a televisão aberta, ao lado da Record News. O R7 terá transmissões ao vivo das competições e uma cobertura completa dos eventos.

A emissora também mostrará a Olimpíada de Londres-2012 com exclusividade na TV aberta brasileira, e também pela internet. A Record detém ainda os direitos de transmissão dos Jogos Pan-Americanos de Toronto-2015 e da Olimpíada do Rio de Janeiro-2016.