Uma brecha no regulamento do tiro esportivo pode garantiu a medalha de bronze para o brasileiro Emerson Duarte na categoria pistola de tiro rápido (25 m) nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Quarto colocado na final da prova, Duarte tenta validar uma desqualificação do venezuelano Franco di Mauro, terceiro colocado, e assegurar assim um lugar no pódio.
A justificativa dada pelos representantes da equipe brasileira é a de que Di Mauro foi punido duas vezes na final. Segundo eles, a regra da Federação Internacional de Tiro Esportivo (ISSF, em inglês) implica na desclassificação de um atleta após sua segunda penalização em uma prova - que seria o caso de Di Mauro.
Depois da decisão, na qual Emil Ivanov Milev faturou a medalha de ouro, os representantes brasileiros entraram em contato com representantes do Comitê Organizador do Pan de Guadalajara (Copag) na prova. A eles, explicaram a situação e pediram um formulário para oficializarem o protesto. Emerson Duarte, na briga pelo bronze, adota a cautela.
"Pelo que está sendo conversado, ele teve duas penalizações. A regra diz que a primeira penalização é a dedução de dois pontos, e a segunda penalização é desclassificação. O júri não desclassificou. Então, não sei. Fiz minha parte, vamos esperar para ver o que vai acontecer", explicou o atleta brasileiro ao Terra.
Di Mauro foi punido duas vezes na terceira rodada da final, ambas por posicionamento irregular. Na primeira punição, havia acertado quatro tiros e ido a 19 pontos, contra 17 do brasileiro, mas perdeu dois pontos e foi para o shootoff (desempate). Ali, acertou quatro tiros, contra um de Emerson, mas também foi punido e avançou com placar extra de 2 a 1.
A equipe brasileira de tiro esportivo ainda não tem prazo para obter uma resposta do Copag. Caso a representação seja aceita e bem-sucedida, o Brasil conquistará sua sétima medalha, sendo uma de ouro e seis de bronze
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