quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Com o português afiado, dominicana sonha com Rio 2016


Dominicana Nivierka Marte sonha em disputar a Olimpíada do Rio de Janeiro em 2016. Foto: Emily Canto Nunes/Terra
Dominicana Nivierka Marte sonha em disputar a Olimpíada do Rio de Janeiro em 2016
Foto: Emily Canto Nunes/Terra

A dominicana Nivierka Marte ainda não é titular do time feminino de vôlei da República Dominicana, mas já sonha com os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro. Com 21 anos e jogando desde os 13, ela sabe que ainda precisa crescer em quadra para garantir vaga na equipe, mas mesmo assim correu na frente e já aprendeu a falar português. Bem o suficiente para dar entrevista ao Terra com desenvoltura.
O interesse pelo português nasceu com a chegada de Marcos Kwiek, técnico brasileiro, que há três anos está à frente da seleção feminina da República Dominicana. Ao contrário do que pode parecer, Nivierka não aprendeu com o técnico. Com a chegada de Kwiek, ela se interessou pelo idioma e foi atrás de um curso. Hoje tem até diploma. Sobre a fluência no português com tão pouco tempo de estudo, Nivierka afirma que sempre teve facilidade para aprender idiomas e que, além dele, também fala inglês.
Já o vôlei entrou na vida dela durante os Jogos Pan-Americanos de 2003, em Santo Domingo, capital do país. Desde então, ela faz parte de um projeto que ensina vôlei aos interessados e que a ajudou a chegar até a seleção adulta. Hoje levantadora, mas com passagem pela posição de atacante, Nivierka representa a República Dominicana desde 2008.
A jovem está ciente de que para a República Dominicana talvez seja difícil chegar em Londres 2012, mas quando o assunto são os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, ela não esconde a vontade de estar lá.
"Quero muito, muito mesmo, acho que estarei lá, acho que vou jogar. Ainda sou reserva, mas acredito que no Rio terei mais experiência, quero muito", afirmou a simpática Nivierka, que participa do primeiro Pan-Americano dela em Guadalajara.
A levantadora já conhece Fortaleza, São Paulo e Araçatuba. Quando estiver de férias, porém, quer conhecer o Rio de Janeiro e o Nordeste do Brasi: "eu gosto do Brasil. Já ouvi falar que as praias ao Norte são muito bonitas", disse ela, em um português claro apesar do sotaque.
Na República Dominicana não existem clubes e por isso Nivierka ainda não joga por nenhum, apenas pela seleção. No entanto, ela tem vontade de atuar fora do país, como já fazem outras atletas. O Brasil, é claro, está na lista da jovem, que completa 21 anos no dia 19 de outubro, ao lado de Japão, Turquia, Porto Rico, Europa.
"Quero muito jogar no Brasil, na Europa, Turquia e na China". Fã do Brasil, a atleta tem na ponta da língua o nome de alguns clubes do país verde-amarelo: Osasco, Rio (Unilever) e Pinheiros.
Nesse início de Pan-Americano de Guadalajara, o Brasil mais uma vez cruzará o caminho de Nivierka. No sábado (15), a seleção estreia contra o Brasil. "Toda vez que jogamos contra o Brasil a gente joga bem, mas o Brasil quase sempre ganha, senão sempre, mas vamos tentar jogar bem, vamos ver", afirma.

Nenhum comentário:

Postar um comentário