Vivian Segnini aposta na estratégia de forçar mais o jogo da mulher adversária nas duplas mistas
Foto: Leandro Miranda/Terra
Foto: Leandro Miranda/Terra
Vivian Segnini chega aos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara como a principal tenista feminina do Brasil, ocupando a 278ª posição no ranking da WTA e com chances reais de conquistar uma medalha para o País. A atleta de 22 anos, porém, tem uma "falha de currículo": nunca jogou duplas mistas, modalidade pela qual competirá no México ao lado de Rogério Dutra Silva, o Rogerinho.
"Vou jogar dupla mista com o Rogério, e a gente é bem amigo, mas nunca batemos bola. Eu também nunca joguei dupla mista em nenhum torneio", contou ela, no desembarque da delegação de tênis nesta sexta-feira no Aeroporto Internacional de Guadalajara. "Eu não sei direito como vai ser isso, mas com certeza a gente vai dar uma treinada", projetou.
Mesmo sem nunca ter tido a experiência de enfrentar alguém do sexo oposto em quadra, Vivian já tem a receita para se dar bem nas duplas mistas. "Com certeza (muda o estilo de jogo), porque estarei jogando contra um homem. Tem que fazer as jogadas para tirar a bola do homem e jogar mais na mulher, porque o homem é sempre o melhor jogador. Elas (adversárias) vão fazer o mesmo comigo", opinou.
O Brasil disputará cinco medalhas no Pan (simples masculino e feminino, duplas masculino e feminino, e duplas mistas), e Vivian é uma das maiores esperanças de pódio do País nos Jogos. "Vem sendo um bom ano para mim, comecei o ano como 490 do mundo e já estou como 278. Venho tendo meus melhores resultados e estou bem preparada. Uma medalha em um Pan-Americano é muito valorizada", concluiu.
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