quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Fã do Brasil, ex-atleta se decepciona com "bolo" da Seleção de vôlei
A Seleção feminina de vôlei nem sabe, mas causou uma decepção nesta quinta-feira para o coordenador de atividades físicas e saúde da Universidade Iteso, local oficial de treinos da modalidade no Pan-Americano de Guadalajara. Alejandro Pliego, 49 anos, um ex-atleta de salto em altura, esperava a delegação verde-amarela com entusiasmo e até um boné do Brasil na cabeça - a equipe, porém, não treinou durante a parte da manhã e fez apenas uma atividade à tarde no Complexo Pan-Americano de Vôlei, onde serão disputados os jogos a partir de sábado.
Fã do esporte brasileiro, Alejandro admitiu a frustração e, em tom descontraído, "cobrou" a presença do time comandado por José Roberto Guimarães em sua universidade. "Tem uma semana que dizem que vêm (os brasileiros do vôlei), e veio todo mundo, menos eles. Vieram Cuba, México, Peru... mas o Brasil promete e não cumpre", brincou. "Sim (é uma decepção), para mim e para o pessoal da universidade, que queria vê-los".
Apaixonado por esporte - como atleta de salto em altura, chegou a defender o México nos Jogos Centro-Americanos de Caracas, em 1983, e Indianapolis, em 1987 - o médico conta que, como muitos compatriotas, passou a adorar o esporte brasileiro depois da Copa do Mundo de 1970, em que a Seleção de futebol jogou cinco partidas em Guadalajara e cativou o público local. Tanto que, ao ter a chance de escolher um prêmio após ser vice-campeão do torneio de boliche da universidade, não teve dúvidas: pegou o boné do Brasil.
"Depois do Mundial de 70, os mexicanos sempre têm dois favoritos nos torneios: a seleção mexicana, se está presente, e o Brasil, que é nossa solução para quando o México não vai muito longe. Meu filho de 12 anos, por exemplo, só fala de Neymar e Ronaldinho, passa o tempo todo falando deles", divertiu-se, sem deixar de "cutucar" os craques de hoje em dia. "(Os jogadores da Seleção de 1970) jogavam muito bem e eram mais humildes, não eram tão pedantes. Hoje em dia, andam com o nariz empinado".
Os maiores ídolos brasileiros de Alejandro, porém, não são do futebol. "Admito Joaquim Cruz, campeão olímpico (dos 800 m livre) em 1984, e João Carlos de Oliveira (João do Pulo), do salto triplo. Também gosto de Robson Caetano, que competiu mais ou menos na mesma época que eu, além de Juliana e Larissa, do vôlei de praia, e as seleções de voleibol masculina e feminina", enumerou. Quem sabe estes últimos possam fazer a alegria do ex-saltador aparecendo de surpresa para treinar na Universidade Iteso - de preferência, em um dia em que ele esteja usando seu boné favorito.
Pan 2011 no Terra
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