Brasil e Cuba são países próximos no que diz repeito ao esporte. Há intercâmbio entre atletas e técnicos e essa parceria fortalece os esportistas brasileiros, segundo o medalhista olímpico Robson Caetano.
"Sempre há atletas brasileiros que vão a Cuba e
técnicos cubanos que vão ao Brasil, e essa troca é necessária e benéfica para os
dois países", afirmou Robson Caetano em Guadalajara. O ganhador do bronze nos 200 metros
nos Jogos Olímpicos de Seul, em1998, e do bronze no revezamento 4x100 metros em
Atlanta, em 1996 vai trabalhar como comentarista no México.
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Pan
"Essa troca cresceu visando os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016",
acrescentou o ex-velocista ao explicar que o país iniciou um processo para
melhorar o nível de seus atletas antes dos Jogos Olímpicos de daqui a cinco
anos.
Robson considera que o Brasil pode se beneficiar das técnicas e do
conhecimento cubano para criar campeões mundiais e olímpicos. "Temos muitos
técnicos cubanos no Brasil e alguns atletas brasileiros vão a Cuba para respirar
novos ares, aprender novas técnicas, e normalmente isso dá resultados",
disse.Segundo o comentarista, a troca também beneficia Cuba porque o país está tentando resgatar sua identidade esportiva após a redução dos subsídios que eram concedidos ao esporte.
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Pan
O ainda recordista sul-americano dos 100 metros acrescentou que Cuba
necessita abrir um pouco mais as portas ao mundo quanto a conhecimentos e
técnicas esportivas."Países que querem se associar a Cuba para melhorar o nível de seus atletas para produzir campeões olímpicos têm que ser bem amparados. A política está mudando, mas Cuba deveria se abrir mais para o mundo", disse.
O ex-atleta considera que o Brasil tem condições de se tornar uma potência esportiva mundial antes dos Jogos Olímpicos do Rio, mas alertou: "Não podemos pensar no Rio de Janeiro como principal meta. Temos que pensar no Brasil para 2020, 2024, 2028, 2032...", considerou.
O comentarista acrescentou que, inclusive no Pan de
Guadalajara, a delegação brasileira já pode pensar na segunda colocação no quadro de medalhas, posto geralmente ocupado por
Cuba.
"Sou muito otimista sobre essa possibilidade. Acho que o Brasil tem chances
sim de disputar o segundo lugar no quadro de medalhas (em Guadalajara) e
concorrer pela melhor posição sempre, mas se trata de algo gradual. Não se
constrói uma potência olímpica ou pan-americana do dia para a noite",
afirmou."Até o Pan de Mar del Plata (1995), o Brasil era um país em desenvolvimento esportivo, mas hoje é uma realidade esportiva que está crescendo e conquistando seu espaço como potência", finalizou.

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